Estava, dormindo, eu acho, quando abri os olhos e me vi em um lugar todo escuro... não havia nada e não sabia se era noite ou se era dia, quando de repente! Ficou tudo claro, eu estava em um lugar esquisito, tudo era distorcido. O lugar onde eu estava era totalmente “tosco”.
Comecei a andar, andar e andar; e não via ninguém, não havia nada que eu conhecia, pensei que estava sozinho, quando de repente! Vi alguma coisa... Será um homem? Um E.T.? Um animal? Não sei... Ele era azul, alto e muito magro. Era azul! Isso mesmo, eu disse que era “tosco”.
Quando me deparei frente a frente daquela coisa, fechei os olhos..., e me vi deitado em uma sala de um hospital, na UTI, fazendo uma cirurgia de coração, senti que estava morrendo, morrendo, morrendo.... Calma! Calma! Logo depois abri os olhos, percebi que estava novamente naquele lugar e “ele” na minha frente.
Ele, essa criatura, esse E.T., não sei... Disse-me que se chamava Zau Lin e que era eu mesmo (Diogo), naquela dimensão. Hááá... Até eu não entendi.
Ele me explicou tudo e me levou para uma cidade próxima de onde nós estávamos que se chamava “gelatilândia”, tudo naquela cidade tinha forma de gelatina. É isso mesmo se chamava “gelatilândia” e era uma grande gelatina.
Quando de repente! Notei que todas as pessoas que eu conhecia ou que me conheciam se transformaram, ou seja, se pareciam á Zau Lin. Eles vinham com cara de mau pra cima de mim, todos os azulões, inclusive o tal Zau Lin. Quando de repente! Eles me pegaram e me levou para um lugar chamado “grande prisão de gelatilândia”.
Chegando nesta tal prisão, eles me prenderam em uma pequena e imunda cela que tinha um terrível mau cheiro, parecia jiló estragado. Quando Zau Lin aproximou-se de mim, me disse que aquele era meu castigo por existir. Logo vi que Zau Lin era um mentiroso e que queria acabar comigo. “Pó”, mais uma, que mundo é esse?
Algum tempo depois, foram presas na mesma cela onde eu estava, pessoas mais estranhas que aquele Zau Lin (filho de uma p...), ao meu lado estava a minha professora de geografia, falando, falando, e ela ainda era fanhosa; um tempo depois entrou na cela uma pessoa tão magra, mais tão magra, que parecia a morte (senti um aperto no coração); e pra piorar, tinha uma velha banguela contando piadas de português, e ainda por cima com sotaque de português. Vi-me praticamente no inferno.
Sem contar que comecei a sentir fome, neste momento apareceu o Zau Lin me disse que só tinha gelatina com jiló, quando vi aquilo me senti mal, olhei para meus companheiros de prisão(a fanhosa, o Zé morte e a velha banguela). Percebi que estava num Hospiferno, uma mistura de hospício com inferno, porque eu estava ficando doido, to doido, to doido, estava enlouquecendo.
Zau Lin voltou a cela, e com a ajuda dos outros azulões iguais a ele, foram levando cada um para a “salinha”, a temida “salinha”. Era uma sala preta, no qual todos a temiam, foram todos que estavam comigo lá na prisão. Comecei a sentir medo, e nem queria imaginar o que teria naquela temida sala.
De repente! Zau Lin voltou, e disse que tinha chegado a minha vez, vieram alguns azulões e me pegaram pelos braços tentei ao máximo escapar, percebi que era impossível, pensei estou morto... Ou não.
Quando entrei na sala, vi várias telas que pareciam televisões, uma no chão, uma no teto e outra nas paredes, Zau Lin disse que me castigo por existir, era assistir por toda a eternidade, as coisas que eu mais odiava; que eram: os “Teletubbies”, o “ Barney ”, o “ Bozzo ”, a aula daquela professora de matemática da 5 ° série ou ainda as mais tenebrosas e ridículas coisas que existem, os “ Tribalistas ” e seu pior cd ao vivo e acústico MTV. Me vi “ num mato sem cachorro”.
De repente fechei os olhos, para esquecer daquilo, comecei a gritar, a pular, a tentar sair da sala, háaááá... , quando abri os olhos me vi em casa, estudando matemática. Oh... “materiazinha” perigosa e ordinária. Tudo não passava de um mero pesadelo.
Diogo Rodrigues Ribeiro
stradivarios_rodrigues@yahoo.com.br
metaleiro.09@gmail.com
sábado, 28 de abril de 2007
Assinar:
Comentários (Atom)